quarta-feira, 5 de março de 2014

Caminhos


A vontade de hoje é deixar o caminho e retornar.
Mas retornar a velha casa, a velha vida e velha cidade?
E as vezes que eu disse aos quatro cantos, que jamais isso aconteceria?
E pra onde foi à certeza de estar no lugar certo?
Mas minha alma insiste, no retorno apresentado de forma diferente,
A minha alma entende a volta não como o retrocesso, mas a minha razão sim!
Na estrada eu segui tão longe, que é impossível deixar reconhecer que o caminho de volta já sofreu milhares de alterações.
O grande impasse já deixou de ser à volta e o difícil é manter a fé no novo.
Eu sigo, acreditando que é mais simples se jogar no novo desconhecido a se jogar no novo que conhecido.
Porque pra se lançar no “NOVO conhecido” é necessário coragem pra repintar as cores, coragem pra enxergar com olhar diferente.  

O difícil não é escolher o caminho ou mudar o rumo, o difícil é reconduzir o sentido. 

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