A vontade de hoje é deixar o caminho e retornar.
Mas retornar a velha casa, a velha vida e velha cidade?
E as vezes que eu disse aos quatro cantos, que jamais isso
aconteceria?
E pra onde foi à certeza de estar no lugar certo?
Mas minha alma insiste, no retorno apresentado de forma diferente,
A minha alma entende a volta não como o retrocesso, mas a minha razão
sim!
Na estrada eu segui tão longe, que é impossível deixar reconhecer que
o caminho de volta já sofreu milhares de alterações.
O grande impasse já deixou de ser à volta e o difícil é manter a fé no
novo.
Eu sigo, acreditando que é mais simples se jogar no novo desconhecido
a se jogar no novo que conhecido.
Porque pra se lançar no “NOVO conhecido” é necessário coragem pra repintar
as cores, coragem pra enxergar com olhar diferente.
O difícil não é escolher o caminho ou mudar o rumo, o difícil é reconduzir
o sentido.
